E como você diz que não
depois de uma canção de amor,
de um jantar à luz das coisas
que eu te confessei?
Bebendo dos segredos meus,
provando a poesia crua,
nua, que nasceu de mim,
só pra você.
Depois, de saída, a doçura das histórias
que eu escrevo e, sem querer,
é sempre você meu personagem principal.
Te embriaguei de alegria,
parei o tempo que corria
só com minha voz serena,
que te enfeitiçou,
Cantando o mundo pra você
e te trazendo o adormecer.
Minhas mãos leram você
por toda a noite,
E os seus cabelos,
sob o meu carinho,
só sonharam sonhos bons
que eu produzi
com meu personagem principal.
Você, sempre você...
desde o começo eu pressenti:
eu te amaria tanto!
Mesmo sem resposta,
o amor que só faz bem,
se lança de mim sempre na sua direção...